Há quem divida o tempo em empregos, em períodos da escola ou em semestres da faculdade.
Outros há que o dividem em anos, em gostos musicais, em amores.
Eu tenho esta mania de me dividir em viagens. De me medir em horizontes e de contar os segundos em função das partidas e das chegadas.
Parece que cada viagem é uma ignição que me dá força de arranque para enfrentar as corridas seguintes.
Não é uma simples vontade de fugir da rotina e ver coisas novas. É pura necessidade de olhar o mundo com olhos de quem descobre, de achar tudo digno de fotografia, de viver tudo como se fosse a primeira e a última vez.
Os empregos vão e vêm - aliás, a maioria das vezes só vão, não vêm. A escola e a faculdade têm o seu lugar, baralham tudo e deixam mais questões que respostas. Depois, cravam-se no passado e deixam-nos sozinhos com as questões por resolver.
Os anos passam, os gostos musicais aprendem-se, os amores vão-se embora. Mesmo quando deviam ficar.
Resta o partir. É o único recurso que temos para dividirmos o tempo a nosso gosto. É a única decisão que garante que ali começa um novo tempo, uma nova divisão na linha imaginária do que vivemos. É um ponto-final-parágrafo voluntário. Dá sensação de comando, de controlo do tempo.
Outros há que o dividem em anos, em gostos musicais, em amores.
Eu tenho esta mania de me dividir em viagens. De me medir em horizontes e de contar os segundos em função das partidas e das chegadas.
Parece que cada viagem é uma ignição que me dá força de arranque para enfrentar as corridas seguintes.
Não é uma simples vontade de fugir da rotina e ver coisas novas. É pura necessidade de olhar o mundo com olhos de quem descobre, de achar tudo digno de fotografia, de viver tudo como se fosse a primeira e a última vez.
Os empregos vão e vêm - aliás, a maioria das vezes só vão, não vêm. A escola e a faculdade têm o seu lugar, baralham tudo e deixam mais questões que respostas. Depois, cravam-se no passado e deixam-nos sozinhos com as questões por resolver.
Os anos passam, os gostos musicais aprendem-se, os amores vão-se embora. Mesmo quando deviam ficar.
Resta o partir. É o único recurso que temos para dividirmos o tempo a nosso gosto. É a única decisão que garante que ali começa um novo tempo, uma nova divisão na linha imaginária do que vivemos. É um ponto-final-parágrafo voluntário. Dá sensação de comando, de controlo do tempo.
Depois do controlo, vem o descontrolo total. A sensação de mandar no tempo desfaz-se, dá lugar à vertigem de não saber o que vem a seguir.
E sabe bem. Esse voo que dá essa vertigem sabe muito bem. Tira-nos os pés do chão, eleva-nos acima de nós mesmos, põe-nos à prova. E inicia um não-sei-quê novo, um qualquer coisa que mantém o coração a correr atrás de algo.
Nova corrida, nova viagem. Esta corrida está a terminar.
Um comentário:
Este post tem uma suavidade semelhante à que o teu semblante induz, mostra o tempo como algo sensual que (tu) (você) própria ger(aste)(ou): lindo!
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